
Confinados na estalagem, sabíamos que deveríamos tomar uma atitude, mesmo sem Drake, entretido que estava com a messalina espiã. Portusss conseguiu nos convencer a ajudá-lo com a questão dos meliantes da boca de fumo, acreditando estarem envolvidos com o fantasma de Massa. Mal havíamos deixado a estalagem , no entanto, e os vimos vindo em nossa direção. Fiz uso de toda a minha empatia e subjuguei suas vontades a nos permitirem inspecionar seu território em busca de pistas. Eles obviamente concordaram compelidos a me agradar.
Chegando lá, entretanto, percebemos que havia atividade estranha. Os orcs e sua pequena tropa resolvaram tomar o controle da situação e acabaram se deparando com alguma espécie de gangue rival. O combate foi sanguinário e nos limitamos a acompanhar à distância. Quando tudo findou, fomos averiguar e encontramos diversos mortos e feridos desmaiados. Enquanto inspecionávamos tudo, fomos surpreendidos pela milícia local. Minhas credencias os colocaram a par de com quem falavam e eles levaram os poucos sobreviventes para averiguações, enquanto nós seguíamos com nossa investigação. Porém, ah porém.. nada ali parecia ter qualquer conexão com nosso falecido amigo. Retornamos desolados, mas com alguns artigos para negociações consoladoras do ponto de vista financeiro.
Nos dias subsequentes nos vimos envolvidos por tramas particulares na cidade. Eu mesma debati com Velior sobre os desígnios de Drake, bem como sobre o problema subterrâneo no cemitério que Li`Ankh relatara. Meu superior ordenou-me atenção quanto aos espiões teeranos e tranquilidade quanto aos problemas horríveis do cemitério, pois aparentemente não era nada além de rotineiros ladrões de corpos.
Li'Ankh, por sua vez, entregou-se a um exaustivo e perigoso treinamento designado por um misterioso mentor. Deitou-se com regularidade em cama de pregos, testou os limites de seus pulmões (e pescoço) enforcando-se com uma corda, bem como a firmeza do próprio couro. Nós duas testemunhamos o frenesi que apossou-se do populacho local quando a notícia do possível horror vazou.. parece que alguns nethermancers pagaram o pato. Eles estão aprisionados no momento agurdando execução. Puro panis et circencis...
Hermione, além de vender a excelente preço os artigos recém adquiridos, começou a desenvolver suas habilidades no circo onde fora com Aang. O menino, entretanto, seguia desaparecido.
Portusss pôs-se a desenvolver seus talentos boêmios e fanfarrônicos com um orc que conhecera na estalagem.
Foi apenas no sexto dia, que o mentor de nossa batedora humana reafirmou a grandiosidade do perigo que se espalhava sob a cidade, assim como nas fofocas e corações dos habitantes. Ele nos indicou um caminho antigo e secreto, cujas galerias nos guiariam até as criptas sob o cemitério. O alerta chegou-nos no mesmo momento do retorno de Drake. Ele trazia novidades sobre os piratas teeranos, dizendo ter conseguido fincar âncora em seus corações. Após informarmos Velior, partimos em busca do caminho, deixando um recado caso o garoto aparecesse na estalagem.
Qual foi nossa surpresa, após um longo dia de viagem, quando encontramos o pequeno Aang, austero com uma estátua, sentado sob a cachoeira resistindo à força de suas águas caudalosas. Os olhos do menino se abriram repentinamente e ele veio até nós, sereno como uma lagoa de águas límpidas. Ele nos falou sobre o velho anão que tomara sua tutela e prometera poderes elementais sem fim caso ele se harmonizasse com os elementos primordiais da natureza. Não havia sinal de ninguém ali, entretanto.
Foi então, que algo realmente estranho aconteceu. Hermione e nosso.. bem.. destemido líder.. saíram em disparada fugindo da cachoeira. Diziam que a alma de Massa surgiu das espumas da cachoeira para lembrá-los do mal terrível que assolava sua existência espectral. Mas nenhum de nós viu nada além do pânico desenfreado em seus olhos. Foi com esse espírito que adentramos a sinuosa gruta atrás da cachoeira.
As paredes eram estreitas e escorregadias. Tínhamos de nos expremer com dificuldade para avançar, enquanto o caminho aos poucos ia se tornando mais e mais íngreme. Por fim, verticalizou-se de todos e foi Hermione e suas asas de fada que nos avisou que a queda imensa levava até um grande lago. Nossa "descida"não foi das mais graciosas, é verdade. A isso somou-se os ataques que Hermione já sofria lá embaixo. Deparamo-nos com pequeninas criaturas, versões diminutas de winglings que emitiam uma pálida luz verde como fógos-fátuos. O combate foi terrível, pois as magias comandadas pelas criaturas eram além de nossa compreensão. Com um mero toque, eles nos paralizavam, encolhiam, cegavam ou causavam imenso dano. A água dificultava tudo.
Foi assim, quase mortos.. com Aang desmaiado.. Drake encolhido, que emergimos da lagoa, apenas para nos depararmos com uma horda.. não um grupo.. ou um batalhão.. mas uma horda de mortos-vivos à nossa espera...



