Ali na entrada, esperamos Li-Ankh fazer uma pequena exploração para certificar-se que era seguro. Ela fez uso de algum curioso unguento, que pareceu deixá-la invisível. Descemos, então, por um túnel estreito e ingreme. Seguiamos em fila indiana, dispostos do modo que Massaranduba achava taticamente mais favorável. O caminho era difícil, Ônix tinha dificuldade em avançar em silêncio e nada nos parecia favorável. Não podiamos desistir. A vida de Hermione dependia de nós.
Após o corredor alargar-se, chegamos à uma bifurcação, onde continuamos seguindo os rastros mais frescos. Isso nos levou a uma caverna, onde a tragédia realmente começou. E não porquê o mago Ônix anunciou aos nossos pobres ouvidos que haviam máculas horríveis na energia do lugar. Antes fosse "apenas" isso...
Massaranduba, ao contrário das intenções cautelosas e táticas que manifestara até então, começou a urrar como um animal selvagem e golpear seu escudo. O barulho atraiu dezenas de inimigos como os que tinhamos combatido antes, sedentos do nosso sangue e carregando a mácula dos inomináveis. Tentamos fazer o troll parar, Portusss o agarrou e eu tentei dissuadir os que chegavam, mas eles eram muitos. Nem mesmo minha voz celestial os fez parar. Sem vislumbrar solução para a carnificina vindoura, optei por usar meus poderes para me disfarçar como um dos inimigos. Eles passaram por mim e Li'Ankh, que uma vez mais havia desaparecido. Meus camaradas recuaram até a parte estreita do túnel, onde o acéfalo troll (perdoem minha redundância) postou-se como uma muralha para combater os inimigos um a um. Os inimigos cairam sobre eles como um tsunami.
Eu acreditei que Li'Ankh avançaria e fiz o mesmo. Nos encontramos mais à frente, ainda a tempo de ver nossos colegas serem cercados pelo outro lado no túnel. Li'Ankh se reuniu a mim e avanços até uma nova divisão dos caminhos. Acabamos por adentrar um caminho de onde vinha uma estranha brisa fria. O lugar era tão gélido, que foi necessário que a versátil humana fizesse um estranho ritual com o gelo para nos proteger do congelamento. Mais surpreso ainda fiquei ao ver o aposento onde haviam pessoas.. isso mesmo.. pessoas aprisionadas em grandes pilares de gelo. Vencemos a surpresa para encontrar Hermione, pois cada segundo era deveras precioso. Conseguimos libertá-la apenas com a soma de todos os nossos esforços. Ela estava combalida, mas viva. Antes de partir, iniciamos um pequeno incêndio com todo o nosso óleo e acabamos por conseguir libertar mais um. Um estranho rapaz humano, coberto de curiosas tatuagens. Partimos carregando ambos antes que os inimigos nos encontrassem. A exploradora humana mais uma vez usou de seus fantásticos talentos para nos camuflar e facilitar a saída. Louvadas sejam todas as paixões, pois conseguimos não só sair com vida como nos reunir com nossos camaradas, que haviam escapado e chegado até o ponto onde deixamos cavalos e carroça.
Cuidamos dos feridos e interrogamos o homem do gelo: Aang Liah é seu nome. Um humano elementarista um tanto perturbado e estranho, se me permite a redundância mais uma vez. Ele e Li-Ankh tiveram uma longa conversa na língua primitiva dos humanos. Infelizmente, não dispunhamos de tempo e logo seguimos viagem. Nossa guia achou melhor retornarmos e deixarmos a floresta e assim fizemos.
Os que precisavam recuperaram-se durante a viagem, pois seguimos sem interrupção, mesmo que eu e a humana estivessemos nos limites de nossas forças. Finalmente, chegamos e lá estava, a pobre caravana, sitiada por orcs montados em bestas da tundra. Os bárbaros atacavam como um gato que se diverte com um inseto. Viamos cerca de 10 dos inimigos. Tomamos posições mantendo a bestialidade do troll sob controle e nos pusemos a atacar de maneira coordenada. Hermione vitimou o primeiro com um flechada surpresa, eu feri o segundo com meu arco e Ônix pulverizou o terceiro com seus dardos mentais. Aang conjurou um dardos de terra e feriu outro. Alguns chegaram em carga sobre nós, mas o paredão formado pelo troll, Drake, Portusss e Li'Ankh nos manteve à salvo. Um por um, os orcs tomabaram, enquanto as bestas fugiam assustadas (não me refiro ao troll nesse caso).
E agora nesse último momento eu canto essas palavras, pois soou uma trombeta sinistra e desafinada e uma horda cavalga contra nós...
E assim acabará? Se é que pode haver uma verdade para as coisas...

